quarta-feira, 24 de junho de 2009

84 - QUATRO GERAÇÕES DE POETAS


ENQUANTO A MARAVILHOSA ESTÁTUA DE MULHER ESTÁ SENTADA, O "MARAVILHOSO" CARLOS ESTÁ SENTADO NA ESTÁTUA

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***

À IMAGEM DO MEU TIO O ESCRITOR JOAQUIM PAÇO D'ARCOS E PARA GRANDE PENA MINHA, COMO AUTOR APENAS "ARRANHO" NA PROSA, MAS EM COMPENSAÇÃO TENHO NA MINHA FAMILIA 4 GERAÇÕES DE POETAS.

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Se o sofrimento, um dia,

Se mudasse em prazer,

Então eu sofreria

Da dor de não sofrer...

*

Ao ver o sofrimento

Gerar nova alegria,

Ainda em tal momento

Decerto eu sofreria...

( in Anrique Paço d'Arcos/meu Pai )

***

Meu amor

Meu amor distante, meu amor ausente

Meu amor desconhecido

Meu amor só

Que ânsia de te encontrar

Que medo de te perder

Cansado de te buscar

Cansado de ser

*

Memórias de mim

Ontem e antes

Em busca de ti

Sempre a correr

Sempre a buscar

Aqui e ali

A tua imagem

Um nome que fosse

Palavras de ontem

Um rastro a seguir

Para te encontrar

Para me possuir

Enfim

*

Por tanta praia

Por tantas terras

Já te busquei

No morrer das ondas

No escurecer dos montes

Por cidades distantes

Em versos sem rima

Já naveguei

Em busca de ti

Tão só fiquei !

Meu amor, meu amor ausente

Meu amor só !

*

Nesta praia deserta

Meu amor

Meu amor distante

Neste mar de hoje

Nesta areia sem fim

Na tua ausencia constante

Meu amor desconhecido

Me fico !

Me fico à espera

De ti

E de mim

Meu amor querido

Meu amor

Que sou

( in José Pedro Paço d'Arcos/meu irmão )

***

Tudo o que eu quero ser na vida

e a vida que eu quis sempre ter,

quero ter amigos para brincar

e que nunca fiquem tristes.

*

Quero ter a minha vida cheia de carinho,

ao pé dos meus amigos.

Quando olho para o mar e para o céu,

dá-me vontade de dizer assim :

- A vida é minha !

(in Carlos Paço d'Arcos/meu filho aos 7 anos )

***

É bonita

É querida

Quem será ?

É a Mãe Luíza.

*

O carinho pela minha Mãe luzidia,

de noite e de dia.

( in Inêz Paço d'Arcos Roque de Pinho/minha neta aos 10 anos )

***

***

Anónimo disse...
Cá estou eu outra vez, ontem estava melhor, hoje acho que ainda estou. Penso que não seja gripe, pois a gripe dá febre e eu não tenho febre. Se fosse ao DR. diziam-me o que dizem normalmente quando não sabem o diagnostico: É UMA VIROSE! Médicos do caralho! Estou quase a 100%, essa é que é essa! Quanto ao H1N1, que segundo alguns especialistas, tem genes humanos, suinos e aviario, ou seja, um virus que dá para tudo. Agora é assim: eu andei a pesquisar montes de merdas sobre isto, e o resultado é um pouco conspirativo. A natureza demoraria muitos anos a criar esta especie de virus, por isso resta os seres humanos. Muitos dizem que não podemos ir por ai (os moralmente correctos), mas a realidade é esta, este virus tem uma grande probalidade de ter sido produzido pelo homem. Pode não ter sido colocado propositadamente no nosso meio ambiente, mas decerto houve um descontrolo e puff, já tá em andamento. Apesar de tudo, não é um virus muito agressivo. Este tema dá pano para mangas, aconselho a darem pesquisadela no google sobre "chemtrails" e tirem as vossas conclusões.Paz e saudeCumpsZé das Putas
24 de Junho de 2009 10:57

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Anónimo disse...
não foste alarmista nem sério demais ao abordar este assunto mais que importante para todos. O meu obrigado em nome de todos nós pela tua preocupação e informação detalhada. Eu tb fiquei surpreenddo quando li o Zé e ele disse que não tinha ido ao médico. Teve sorte mas nem sempre isso acontece. Um abraço do anónimo por opção
24 de Junho de 2009 11:13

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Anonimo disse...

O estranho que vive na minha memória

Talvez um dia...

talvez um dia eu possa te olhar,como um dia olhei,

talvez um dia eu esqueça o sofrimento que sofri,

talvez um dia os meus lábios consigam falar, as palavras que não foram ditas,

talvez um dia o meu coração deixe de sangrar.

Sei que um dia...

te vou olhar,

sei que te vou falar,

sei que vou sofrer e o meu coração não vai parar de sangrar,

um estranho na minha memória vais continuar a ser.

Este poema foi escrito pela 1º vez aqui e agora,é dedicado a alguém que já fez parte da minha vida (o meu pai).
24 de Junho de 2009 23:12

3 comentários:

  1. O estranho que vive na minha memória
    *
    talvez um dia...
    talvez um dia eu possa te olhar,como um dia olhei,
    talvez um dia eu esqueça o sofrimento que sofri,
    talvez um dia os meus lábios consigam falar, as palavras que não foram ditas,
    talvez um dia o meu coração deixe de sangrar.
    Sei que um dia...
    te vou olhar,
    sei que te vou falar,
    sei que vou sofrer e o meu coração não vai parar de sangrar,
    um estranho na minha memória vais continuar a ser.
    Este poema foi escrito pela 1º vez aqui e agora,é dedicado a alguém que já fez parte da minha vida (o meu pai).

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  2. Depois de ler tudo isto, sinto-me ridicularizado com os meu poema vernaculizado. Sinto-me um nada depois de ver tanta qualidade poética. Eu gosto de desenhar e pintar. Há quem diga que tenho jeito. Vejo a pintura (ou desenho) como poemas, mas escritos de outra forma. Nunca tive formação no que toca a artes, porém tenho pesquisado muito (praticado menos) e acho que fui evoluindo. Sempre gostei de desenhar, desde de sempre.

    O pensamento destrói-nos como se fosse uma bebida alcoólica que consumimos com frequência. Corroendo o espírito, deixa-nos exaustos e insignificantes, providos do poder que temos de decidir, se queremos ou não pensar. Pensar em quê? Pensar naquilo que é “pensável”, pensar que o pensamento é o que nos deixa pensativos? Pensam que eu não penso!?

    PAz e Saude
    Cumps
    Sr.José das Prostitutas

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  3. Adorei ! A Poesia é sempre um meio de comunicação que nos transporta para outra dimensão... Ter na familia, por gerações, esse Dom é uma benção! agora, oh anónimo/poeta, tu também tens, não te sintas menos poeta por leres os poemas dos outros. Gostei muito de todos. Continuem a enviar-nos peças destas que serão sempre bem vindas, sejam do CPA sejam dos seguidores do blogue.
    an. por opção

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