.jpg)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Á lei da bala
Falar sobre o Brasil não pode ser só dizer bem,apesar das muitas razões para que assim seja.O comentário de uma das nossas assiduas demonstra bem as paixões que esta terra pode despertar.
Mas temos que ser realistas e ter coragem de apontar o dedo aqueles ou ás situações que denigram a imagem de um Brasil ideal.
Falar apenas da criminalidade com os seus assaltos violentos,ou da prostutição e pedófilia,ou até mesmo da corrupção institucionalizada,seria fácil demais pois estes temas de tão corriqueiros que são acabaram por se transformar em autênticos adjectivos depreciativos da línguagem corrente quando se fala acerca deste terra.
Agora mesmo comendo uma pizza com a minha mulher no restaurante ao lado da lan house,a conversa descambou para o tema da violência e das perseguições policiais nos morros do Rio de Janeiro.Falou-se do poderio quase ilimitado dos grandes traficantes de droga,que dispõem de autênticos exercitos privados que dominam o morro e controlam as suas imediações,a tal ponto que a policia comum se recusa a ali entrar no normal patrulhamento da cidade.
Foram criados grupos especiais de policias de combate,equipados com os melhores armamentos de guerrilha urbana que acabam por ser os únicos que conseguem subir aos morros á caça dos traficantes,mas á custa do derramamento de sangue em autênticas batalhas sem quartel.
Se hoje em dia o verdadeiro cancro desta cidade acaba por ser o trafego e as suas consequências directas,á três décadas atrás quando eu cheguei pela primeira vez ao Brasil,o problema era apenas o dos assaltos,realizados pelos chamados"trombadões"e dos seus imitadores denominados de "trombadinhas". Estes ao contrário daqueles, que abordavam com violência as suas vitimas empurrando-as para o chão enquanto roubavam o que podiam,limitavam-se no inicio a imitar os seus idolos criminosos,procurando assaltar do mesmo modo mas em bando.Daqui até os ditos bandos se organizarem em autênticas quadrilhas de miudos com idades sempre inferiores aos quinze anos,foi um pequeno passo.As ruas ao redor do morro passaram a ser deles com um desplanto só possível á impunidade que a lei brasileira lhes dava devido ao facto de serem menores.Esta mesma impunidade acabou por os levar a armarem-se até aos dentes,com revólveres fáceis de adquirir no mercado negro.Óbviamente a partir daqui os assaltos evoluiram para a mão armada,com as consequêntes ferimentos ou mortes que não podiam deixar de acontecer.A policia comum procurava controlar e deter estes grupos de autênticos mal feitores de palmo e meio,que apesar de serem apenas crianças movidas pela fome e de mais privações,acabaram por se transformar em perigosos bandidos e assassinos.
Foi por esta altura que apareceram os posteriormente famosos Esquadrões da Morte.Grupos de melicias ilegais,constituidos por policiais e delegados que cansados de prenderem com risco da própria vida estas crianças assassinas que depois de serem levadas á presença de um juíz eram imediatamente soltos devido á tal impunidade da menoridade,resolveram agir por conta própria á margem da lei.
As ações destes Esquadrões da Morte,tornaram-se mundialmente conhecidas pelo modo operandis não só original como escandalosamente imoral.Pela calada da noite estes policiais vestidos de negro e encapuçados,invadiam os barracos do morro,sem qualquer ordem judicial,e raptavam os mal feitores que arrastavam para sitios ermos onde eram literalmente fuzilados.Para que nenhum pudesse ser acusado individualmente de homicidio,criaram um ritual que passou a ser a sua assinatura,onde cada elemento descarregava o carregador dos seus revolveres,em simultanêo com os colegas,num autêntico metrelhar de dezenas de balas que perfuravam os corpos das vitimas,que no dia seguinte á luz do dia eram encontrados sob a forma de uma massa disforme e echange irreconhecível.
A opinião pública foi-se dividindo,entre o escândalo e o horror de se fuzilar bandidos,alguns ainda crianças,e o alivío de ver as suas ruas libertas deste flagelo da violência assassina.Com o passar dos meses e a vulgarização desses fuzilamentos.o grosso da opinião pública abrandou as suas criticas ao horror e já se dizia á boca pequena que os fins justificavam os meios.
Até que um dia o inevitavel aconteceu. Um numeroso grupo de trombadinhas,assassinos ou não nunca se saberá,foi surpreendido junto á igreja da Candelária por um também numeroso grupo de policiais encapuçados do Esquadrão da Morte.Ambos os lados abriram fogo e a" fuzilaria" foi total. Encurralados num beco o bando de crianças defendeu-se o melhor que pode disparando indiscriminadamente,acabando por também atingir honestos e pacatos cidadões,comerciantes ou moradores daquela área.A superioridade tactica representada pela modernidade e calibre das armas dos policiais acabou por se impor num autêntico banho de sangue...
Perante o olhar impavido,quase cumplice,de meros cidadões residentes,o Esquadrão da Morte acabou por CHAÇINAR todo um bando de dezenas de crianças!
Esta ação passou á história com o macabro nome do MASSACRE DA CANDELÁRIA.
Mas temos que ser realistas e ter coragem de apontar o dedo aqueles ou ás situações que denigram a imagem de um Brasil ideal.
Falar apenas da criminalidade com os seus assaltos violentos,ou da prostutição e pedófilia,ou até mesmo da corrupção institucionalizada,seria fácil demais pois estes temas de tão corriqueiros que são acabaram por se transformar em autênticos adjectivos depreciativos da línguagem corrente quando se fala acerca deste terra.
Agora mesmo comendo uma pizza com a minha mulher no restaurante ao lado da lan house,a conversa descambou para o tema da violência e das perseguições policiais nos morros do Rio de Janeiro.Falou-se do poderio quase ilimitado dos grandes traficantes de droga,que dispõem de autênticos exercitos privados que dominam o morro e controlam as suas imediações,a tal ponto que a policia comum se recusa a ali entrar no normal patrulhamento da cidade.
Foram criados grupos especiais de policias de combate,equipados com os melhores armamentos de guerrilha urbana que acabam por ser os únicos que conseguem subir aos morros á caça dos traficantes,mas á custa do derramamento de sangue em autênticas batalhas sem quartel.
Se hoje em dia o verdadeiro cancro desta cidade acaba por ser o trafego e as suas consequências directas,á três décadas atrás quando eu cheguei pela primeira vez ao Brasil,o problema era apenas o dos assaltos,realizados pelos chamados"trombadões"e dos seus imitadores denominados de "trombadinhas". Estes ao contrário daqueles, que abordavam com violência as suas vitimas empurrando-as para o chão enquanto roubavam o que podiam,limitavam-se no inicio a imitar os seus idolos criminosos,procurando assaltar do mesmo modo mas em bando.Daqui até os ditos bandos se organizarem em autênticas quadrilhas de miudos com idades sempre inferiores aos quinze anos,foi um pequeno passo.As ruas ao redor do morro passaram a ser deles com um desplanto só possível á impunidade que a lei brasileira lhes dava devido ao facto de serem menores.Esta mesma impunidade acabou por os levar a armarem-se até aos dentes,com revólveres fáceis de adquirir no mercado negro.Óbviamente a partir daqui os assaltos evoluiram para a mão armada,com as consequêntes ferimentos ou mortes que não podiam deixar de acontecer.A policia comum procurava controlar e deter estes grupos de autênticos mal feitores de palmo e meio,que apesar de serem apenas crianças movidas pela fome e de mais privações,acabaram por se transformar em perigosos bandidos e assassinos.
Foi por esta altura que apareceram os posteriormente famosos Esquadrões da Morte.Grupos de melicias ilegais,constituidos por policiais e delegados que cansados de prenderem com risco da própria vida estas crianças assassinas que depois de serem levadas á presença de um juíz eram imediatamente soltos devido á tal impunidade da menoridade,resolveram agir por conta própria á margem da lei.
As ações destes Esquadrões da Morte,tornaram-se mundialmente conhecidas pelo modo operandis não só original como escandalosamente imoral.Pela calada da noite estes policiais vestidos de negro e encapuçados,invadiam os barracos do morro,sem qualquer ordem judicial,e raptavam os mal feitores que arrastavam para sitios ermos onde eram literalmente fuzilados.Para que nenhum pudesse ser acusado individualmente de homicidio,criaram um ritual que passou a ser a sua assinatura,onde cada elemento descarregava o carregador dos seus revolveres,em simultanêo com os colegas,num autêntico metrelhar de dezenas de balas que perfuravam os corpos das vitimas,que no dia seguinte á luz do dia eram encontrados sob a forma de uma massa disforme e echange irreconhecível.
A opinião pública foi-se dividindo,entre o escândalo e o horror de se fuzilar bandidos,alguns ainda crianças,e o alivío de ver as suas ruas libertas deste flagelo da violência assassina.Com o passar dos meses e a vulgarização desses fuzilamentos.o grosso da opinião pública abrandou as suas criticas ao horror e já se dizia á boca pequena que os fins justificavam os meios.
Até que um dia o inevitavel aconteceu. Um numeroso grupo de trombadinhas,assassinos ou não nunca se saberá,foi surpreendido junto á igreja da Candelária por um também numeroso grupo de policiais encapuçados do Esquadrão da Morte.Ambos os lados abriram fogo e a" fuzilaria" foi total. Encurralados num beco o bando de crianças defendeu-se o melhor que pode disparando indiscriminadamente,acabando por também atingir honestos e pacatos cidadões,comerciantes ou moradores daquela área.A superioridade tactica representada pela modernidade e calibre das armas dos policiais acabou por se impor num autêntico banho de sangue...
Perante o olhar impavido,quase cumplice,de meros cidadões residentes,o Esquadrão da Morte acabou por CHAÇINAR todo um bando de dezenas de crianças!
Esta ação passou á história com o macabro nome do MASSACRE DA CANDELÁRIA.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Deus é brasileiro...
Há uma anedota que conta que quando Deus no inicio da criação estava a fazer o Brasil,o arcanjo Gabriel que o acompanhava nessa tarefa,ao ver a quantidade de riquezas e belezas naturais que Ele estava a pôr no Brasil,resolveu protestar:
"-Óh Deus já viste a injustiça de estares a pôr no mesmo lugar,tanta beleza como a floresta da Amazónia e as longas praias douradas da costa nordestina?!"
"-Calma Gabriel! Hoje estou inspirado e apetece-me criar uma obra de arte"-ripostou o Divino.
"-Com a beleza posso concordar! Agora com tanta riqueza que estás a distribuir,como ouro,petroleo e pedras preciosas,já acho que é injustiça a mais."-insistia o arcanjo.
"-Calma Gabriel!"-voltou a responder o Divino-" Vais ver a porcaria de Povo que eu vou lá por..."
Esta anedota ´que conheço de longa data deixou-me sempre a pensar nas enormes contradições que existem nesta terra que eu agora percorro,quer se trate das suas belezas, como das suas riquezas. Sobre tudo quando se trata das suas gentes.
O Povo brasileiro já ultrapassou o impressionante numero 180 milhões de habitantes,que se espalham anarquicamente por um território de dimensões continentais,com uma superficie maior que a da velha Europa.
Basta ver que só na grande São Paulo vivem mais de 17 milhões de habitantes,ou empilhados uns em cima dos outros nos arranha-céus do centro da cidade,ou chafurdando no meio da lama da infindavel favela que a circunda com um diametro que chega a alcançar os 100 km,que a distância que vai de Leste a Oeste desta mega cidade.
No extremo oposto temos a bela floresta amazónica com dimensões superiores á Península Ibérica mais a França,onde apenas vivem ao longo das margens do rio uma escassa centena de milhares de índios semi-nús, que mal falam português e por vezes nunca viram um homem branco.
Ao falarmos de homem branco somos imediatamente obrigados a constatar que nesta terra onde brancos,mestiços,negros e indios,vivem todos numa perfeita harmonia onde a palavra racismo não tem lugar.Ainda noutro dia numa conversa com um amigo branco ele tentava explicar-me quem era o seu sócio aqui no Brasil.Como eu não conseguia visualizar quem era embora supostamente devia conhece-lo,o meu amigo explicava-me que era um individuo alto,de ombros largos,que aparentava estar na casa dos 40 anos.Perante a minha incapacidade para reconhecer a descrição,ele insestia em falar-me dos seus tiques e do modo bamboliante do seu andar.Só finalmente quando viu que eu não chegava lá,é que o meu amigo se lembrou de me dizer que o sócio em questão era negro.Assim se pode ver como a diferença de raças aqui no Brasil pode ser tão irrelevante ao ponto de ter sido o ultimo atributo utilizado para o destinguir.
Estas duas realidades,(as belezas naturais e a michelania de raças),caricaturizadas na anedota inicial,fez com que nascesse por esta terra um provérbio que afirma "QUE DEUS É BRASILEIRO!"- E deve ser mesmo! Tendo em consideração que Jesus era um autêntico judeu,como tal um não branco,ao contrário das românticas reproduções arianas do renascimento;Tendo tambem em consideração que o seu nome prolifera por esta terra sem qualquer pudor,desde os pára-lamas dos camiões,as tshirt's dos jovens,até aos grafittis que enchem as paredes;Por ultimo,tendo tambem em consideração que este povo é de uma devoção doentia a Jesus, e que o segue atraves das mais dispares religiões que vão desde a Católica até á Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),passando pelas demais Igrejas Evangelistas; Somos quase obrigados a concordar e a acreditar que :DEUS É BRASILEIRO
"-Óh Deus já viste a injustiça de estares a pôr no mesmo lugar,tanta beleza como a floresta da Amazónia e as longas praias douradas da costa nordestina?!"
"-Calma Gabriel! Hoje estou inspirado e apetece-me criar uma obra de arte"-ripostou o Divino.
"-Com a beleza posso concordar! Agora com tanta riqueza que estás a distribuir,como ouro,petroleo e pedras preciosas,já acho que é injustiça a mais."-insistia o arcanjo.
"-Calma Gabriel!"-voltou a responder o Divino-" Vais ver a porcaria de Povo que eu vou lá por..."
Esta anedota ´que conheço de longa data deixou-me sempre a pensar nas enormes contradições que existem nesta terra que eu agora percorro,quer se trate das suas belezas, como das suas riquezas. Sobre tudo quando se trata das suas gentes.
O Povo brasileiro já ultrapassou o impressionante numero 180 milhões de habitantes,que se espalham anarquicamente por um território de dimensões continentais,com uma superficie maior que a da velha Europa.
Basta ver que só na grande São Paulo vivem mais de 17 milhões de habitantes,ou empilhados uns em cima dos outros nos arranha-céus do centro da cidade,ou chafurdando no meio da lama da infindavel favela que a circunda com um diametro que chega a alcançar os 100 km,que a distância que vai de Leste a Oeste desta mega cidade.
No extremo oposto temos a bela floresta amazónica com dimensões superiores á Península Ibérica mais a França,onde apenas vivem ao longo das margens do rio uma escassa centena de milhares de índios semi-nús, que mal falam português e por vezes nunca viram um homem branco.
Ao falarmos de homem branco somos imediatamente obrigados a constatar que nesta terra onde brancos,mestiços,negros e indios,vivem todos numa perfeita harmonia onde a palavra racismo não tem lugar.Ainda noutro dia numa conversa com um amigo branco ele tentava explicar-me quem era o seu sócio aqui no Brasil.Como eu não conseguia visualizar quem era embora supostamente devia conhece-lo,o meu amigo explicava-me que era um individuo alto,de ombros largos,que aparentava estar na casa dos 40 anos.Perante a minha incapacidade para reconhecer a descrição,ele insestia em falar-me dos seus tiques e do modo bamboliante do seu andar.Só finalmente quando viu que eu não chegava lá,é que o meu amigo se lembrou de me dizer que o sócio em questão era negro.Assim se pode ver como a diferença de raças aqui no Brasil pode ser tão irrelevante ao ponto de ter sido o ultimo atributo utilizado para o destinguir.
Estas duas realidades,(as belezas naturais e a michelania de raças),caricaturizadas na anedota inicial,fez com que nascesse por esta terra um provérbio que afirma "QUE DEUS É BRASILEIRO!"- E deve ser mesmo! Tendo em consideração que Jesus era um autêntico judeu,como tal um não branco,ao contrário das românticas reproduções arianas do renascimento;Tendo tambem em consideração que o seu nome prolifera por esta terra sem qualquer pudor,desde os pára-lamas dos camiões,as tshirt's dos jovens,até aos grafittis que enchem as paredes;Por ultimo,tendo tambem em consideração que este povo é de uma devoção doentia a Jesus, e que o segue atraves das mais dispares religiões que vão desde a Católica até á Igreja Universal do Reino de Deus (IURD),passando pelas demais Igrejas Evangelistas; Somos quase obrigados a concordar e a acreditar que :DEUS É BRASILEIRO
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)